TEMPLATE ERROR Current Date: Thu Dec 03 19:42:35 BRT 2009 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 287 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementIFNotComparison
Ela nunca havia sentido aquilo, tinha certeza. Abriu os olhose fitou o céu parcialmente tampado por galhos, aquela visão lhe lembrava uma tarde de risos que há muito tempo ocorrera.
Fechou os olhos para que as lágrimas fossem libertadas, e não tornassem sua visão turva.Não conseguia acreditar na grandiosidade de sua dor.
Nunca sentira saudades de alguém, não como agora. Agora ela acreditava que não sabia o real significado daquela palavra, não antes.
Amava tanto aquele garoto e ela nem o via como um garoto. Não que ela não soubesse, este era um fato fisicamente visível, mas ela não o via como um provável parceiro do sexo masculino.
Mas provavelmente o amava muito mais do que já amara qualquer homem pelo qual ela tivesse esse tipo de interesse, e sentia que precisava muito mais desse homem do que dos outros.
E olha que para ela era difícil admitir que dependia de alguém, mesmo que para si mesma. Quanto mais de um homem, mesmo que ela não o visse dessa forma. Ela odiava se sentir dependente de qualquer coisa que respirasse.
Por isso de vez em quando sentia raiva de si mesma, e tentava demonstrar sua liberdade. Mas se exagerava se arrependia, não queria magoar ninguém. Dava um riso forçado, que com sua prática em omitir o que sentia, ficava bem natural e fingia estar brincando.
Ultimamente estava difícil fingir, as lágrimas rolavam com facilidade. Ele estava tão longe fisicamente, mas nunca esteve tão presente em seus pensamentos.
Se levantou da grama onde estava deitada, enxugou as lágrimase saiu andando. Ao passar por um vidro e observar seu reflexo, não pode deixar de esboçar um sorriso, seu rosto estava impecável, era impossível ver qualquer vestígio de sua tristeza.
Pra rapadura que dentre tantas coisas, recentemente me ensinou o que é saudade.