TEMPLATE ERROR Current Date: Thu Dec 03 19:42:35 BRT 2009 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 287 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementIFNotComparison
Pode chorar, meu amor, Pois eu choraria. Não esconda o que sentes, Por que sempre te arrependes. A verdade nem sempre é doce, Mas nem por isso deve ser escondida. Sinta, e não tenhas vergonha disso. Esquece teu medo Enquanto o riso vira uma arte, A gente se esconde da realidade.
Eu olhava para aquela garota, um misto de curiosidade e espanto. Ela me encarava, era angústia e lágrimas, ela não entendia e perguntava, ou melhor, ela gritava. “Quem é você?”, eu ouvia, e não sabia o que responder. “Quem é você?”, ela repetia, soluçava, tropeçava sem andar. Reparei nos seus traços, eram conhecidos? Não. Desviei o olhar, mas não podia me segurar. Olhei, ela ainda me encarava, questionava. Reparei no que estava a sua volta, e no lugar de uma continuação do cenário, havia uma moldura, como de um quadro pendurado na parede. Ela era uma imagem. “Quem é você?” ouvi minha boca dizer, senti meu rosto molhado.
Aula da clorinda inspira...
Uma boneca de porcelana, cada renda do seu vestido e cada traço do seu rosto, feitos, com a dose exata de delicadeza e beleza. Agradável para os outros, para que gostem dela e se divirtam com ela.
Para que mexam nela ao seu gosto, os braços, as pernas. Podem virar sua cabeça e obrigá-la a ver apenas o que querem, podem fechar-lhe os olhos.
Uma boneca, cujo rosto nunca muda, cujo corpo nunca se move por conta própria e cujo interior tem todos os pensamentos de um mundo mudo, “idéias sem pernas e idéia sem braços”. Pensamentos movediços, poderosos, desgostosos, prisioneiros.
Sair pela porta,
gritar mundo afora.
Conhecer,
deitar e, quem sabe, rolar.
Cheirar,
revirar, talvez nadar.
Para um dia voltar,
ou não.
Ah, e quem é que sabe onde tudo isso vai dar?
Andei abandonando o blog um pouco, muita coisa para fazer ultimamente...
;)
Sai correndo, sentindo o vento passar pelas minhas orelhas, enquanto cada pedacinho do meu corpo se encharcava em uma felicidade sem motivo. Sorri, as gotas levavam todos os meus pensamentos, arrastados pela força da gravidade, me deixando sozinha, vazia, em paz.
Tranqüilidade alegre, saltitantes pés ligeiros. Consciência do corpo molhado, e de cada gota que bate, rola e se desfaz. Macias e pesadas se unem umas as outras. Tremelicantes geladas.
E as poças d’água que ricocheteiam em pés descalços. Se espalhando, espirrando em diferentes ângulos tortuosos. O som forte incessante, o cheiro úmido tão conhecido e querido. Correndo o mais rápido possível. Não para chegar ao destino, pelo contrário, quanto mais tempo durasse melhor, mas a velocidade ajudava no esquecimento, como se despistasse idéias e emoções.
Obs.Dia feliz... sai correndo de casa pra tomar chuva!
;*
E mais uma vez estava ali, aquele olhar risonho, que misturava desejo, culpa e vergonha. Estava sempre à espreita de uma brecha no meio das conversas alheias. Olhos que se cruzavam sobre a mesa, instantes de hesitação.
Essa sensação se sentia ao toque, mesmo que por um leve encontro de braços desajeitados, que tornava consciente cada centímetro de pele. E a vontade urgente daquele toque.
E se sentia no ar que estava entre as conversas casuais, tentativas desajeitadas de descontração. Que em certos momentos conseguiam se tornar verdadeiras, mas como uma bolha de sabão, qualquer movimento ou palavra incerta, e o fingimento estourava.
Ele sabia o que sentia, e também sabia que ela sentia a mesma coisa. Algo distante de amor, revirou os pensamentos atrás de palavras e as achou, era pura tensão sexual.
Ainda mais divertida, porque não se realizaria, não podia se realizar. Um suspiro, olhou pela última vez naqueles olhos provocativos, dizendo um adeus com um abraço que significava mais do que parecia, e menos do que gostaria que significasse.
"Quem sabe em outra vida.", pensou com um sorriso torto. E ao ir embora, se distraiu pensando em como essa vida seria.
O lusco-fusco da aurora, que na minha mente se espalha em pensamentos sortidos, se revela inspirador. E a falta de contexto e de pessoas na rua se revela exasperador.
Enquanto todo mundo dorme, ou acorda, eu só consigo ficar ali, em estado semi-letárgico de pensamentos profundamente superficiais, e se não fosse pelos olhos abertos e a posição ereta supor-se-ia que dormia.
O corpo imóvel, a mente a mil por hora. Tanta coisa e ao mesmo tempo nada. Talvez o vazio seja isso, algo tão cheio que não se vê nenhuma unidade.
E o tempo passa, o sol se move calmamente. Até que finalmente a mente cansa assim como o corpo, e juntos desfalecem.
Parado,
Sem nada,
Esperando
O nada,
Os segundos
Tão contados,
E no final
Tão insignificantes,
Frustrantes
Em seu total.
O tempo q passa,
Não passando.
E a ansiedade crescente,
Sem motivo algum.
Tédio,
Que consome.
Que dá fome,
E é sempre igual.
Ano novo... E como sempre as pessoas estão fazendo promessas, e esperando que as coisas sejam ainda melhores. Geralmente eu não fico muito ansiosa para que as coisas mudem, para mim o ano novo sempre foi apenas uma data divertida cujo único fim era festejar e comer coisas gostosas.
Mas nesse ano estou desejando mudanças, não quero que ele seja como o ano que passou. Talvez porque tenha sido um dos piores, eu me diverti, e não ocorreu nenhum problema de verdade. Mas eu não deixo de pensar que na maior parte do ano, o tempo estava só passando, sem nada de mais.
Óbvio que não foi o tempo inteiro, mas eu estava me sentindo uma daquelas velhinhas que simplesmente espera a vida passar. E eu não quero ser assim nem quando eu for de fato uma velhinha, então eu não gostei nenhum um pouco disso. Admito que a culpa foi um pouco minha, mas não vou deixar que mais um ano seja assim.
Estou esperançosa e o que eu desejo para 2009 é intensidade, quero viver de tudo, e sentir tudo isso de verdade. Parar de me sentir uma observadora, e voltar a ser atuante.
=P
Ela nunca havia sentido aquilo, tinha certeza. Abriu os olhose fitou o céu parcialmente tampado por galhos, aquela visão lhe lembrava uma tarde de risos que há muito tempo ocorrera.
Fechou os olhos para que as lágrimas fossem libertadas, e não tornassem sua visão turva.Não conseguia acreditar na grandiosidade de sua dor.
Nunca sentira saudades de alguém, não como agora. Agora ela acreditava que não sabia o real significado daquela palavra, não antes.
Amava tanto aquele garoto e ela nem o via como um garoto. Não que ela não soubesse, este era um fato fisicamente visível, mas ela não o via como um provável parceiro do sexo masculino.
Mas provavelmente o amava muito mais do que já amara qualquer homem pelo qual ela tivesse esse tipo de interesse, e sentia que precisava muito mais desse homem do que dos outros.
E olha que para ela era difícil admitir que dependia de alguém, mesmo que para si mesma. Quanto mais de um homem, mesmo que ela não o visse dessa forma. Ela odiava se sentir dependente de qualquer coisa que respirasse.
Por isso de vez em quando sentia raiva de si mesma, e tentava demonstrar sua liberdade. Mas se exagerava se arrependia, não queria magoar ninguém. Dava um riso forçado, que com sua prática em omitir o que sentia, ficava bem natural e fingia estar brincando.
Ultimamente estava difícil fingir, as lágrimas rolavam com facilidade. Ele estava tão longe fisicamente, mas nunca esteve tão presente em seus pensamentos.
Se levantou da grama onde estava deitada, enxugou as lágrimase saiu andando. Ao passar por um vidro e observar seu reflexo, não pode deixar de esboçar um sorriso, seu rosto estava impecável, era impossível ver qualquer vestígio de sua tristeza.
Pra rapadura que dentre tantas coisas, recentemente me ensinou o que é saudade.
Eu vi você morrer,
E agora vejo teu corpo andando por aí,
Mas eu vi,
Eu vi tua alma deixar o teu corpo,
E agora te observo ao longe
Falando, abraçando, beijando.
Eu vi você morrer,
E agora quando vejo teu corpo
E encontro teus olhos,
Eles não são teus.
Eles olham para outros,
Não para os meus.
Eu vi você morrer,
Eu vi você deixar tua alma ir embora,
Você queria morrer.
Sem remorso algum,
Você expulsou sua alma relutante.
Eu gostava dela.
Eu vi você morrer,
Mas eu ainda te vejo,
São teus gestos,
Tua voz,
Apenas o olhar mudou,
Ele não é teu.
Eu vi você morrer,
E te ver me dá medo
Receio encontrar teu olhar.
Às vezes mal posso me segurar,
Já não sei o que sinto por você.
Não sei o que resta de você.
Eu vi você morrer,
Eu vi você matar tua alma,
E agora,
Eu matarei teu corpo.
Obs. Pura ficção, não matarei o corpo de ninguém... de graça!
;)
hahah
É engraçado voltar às ruas, ver árvores, o sol, pessoas. Um retorno de um mundo estranho, que mundo é esse? Um hospital. Quanto tempo passado nesse mundo? Quatro dias. Não parece nada de mais, não é? Não vou mentir dizendo que repensei sobre como lido com a vida e coisas assim. Não é verdade, eu não vi a morte de perto, nem nada do tipo. O que eu me peguei pensando enquanto eu voltava para casa era no quanto eu gosto da minha vida, por mais que reclame às vezes, por mais que não consiga tudo o que eu quero e do jeito como quero. Eu gosto dela, eu gosto de entrar no carro e atravessar a cidade olhando pela janela, eu gosto de viver simplesmente por viver, não precisa de nada de mais. Agora percebo que não precisa de muito, eu só quero voltar a andar sem sentir dor, dormir do modo que quiser, não precisar de ajuda pra levantar, nem pra comer,só de poder comer já estou feliz... Ahhh! Isso é mesmo tão bom! ´
Essa mariana otimista que diz que não precisa de mais nada, provavelmente não vai durar muito...Mais é interessante olhar pelos olhos dela...
P.S. Eu sei que só foi uma apendicite, mas me fez pensar ué!!
;)
Deixa doce a boca
que você amargou,
me dá o prazer
que você me tirou,
faz sorrir os lábios
que você rejeitou,
ocupa o vazio,
que você deixou.
Dançando,
trocamos olhares, e sorrisos.
Me puxa para um abraço,
caio nos teus braços,
vôo nos teus lábios,
uma nova dança
sem o uso dos pés.
E como começa, termina
sem palavras,
sem grandes gestos,
sem muito caso.
O ritmo de fundo guia meus passos
para longe, para a antiga dança,
aquela dos pés.